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Festa de Pentecostes


FESTA DE PENTECOSTES: Enviai o vosso Espírito, Senhor

Padre Ribamar Rodrigues | Diocese de Pinheiro

Mestre em Teologia Cristã pela PUC-SP

É uma satisfação poder dá minha colaboração nesta coluna deste jornal que tem ajudado o povo de Deus no Maranhão. Escolheu-se para a formação deste mês a Festa de Pentecostes que completa a Páscoa, é o último dia da Páscoa.

1. PENTECOSTES E PÁSCOA

Depois do primeiro Pentecostes, “nunca a Igreja deixou de reunir-se para celebrar o mistério pascal em Jesus Cristo pela força do Espírito Santo” (cf. SC 6). Esta festa não é apenas a festa dos dons do Espírito Santo, mas do próprio Espírito Santo, dom de Deus, pois, como recorda a fórmula do sacramento da Confirmação - “Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, dom de Deus” – o Espírito Santo é dom de Deus. Dos textos eucológicos desta festa, “emergem alguns traços fundamentais da celebração, baseados no fato de que o Pentecostes cristão [...] é celebração de um acontecimento de salvação, isto é, de uma das intervenções de Deus que, na realização do plano de salvação, decidem de modo único e definitivo a sorte do mundo”. Segundo Bergamini, pode-se elencar os seguintes aspectos da festa de Pentecostes como acontecimento de salvação: Efusão do Espírito Santo, sinal dos últimos tempos; Coroamento da Páscoa de Cristo, mistério pascal total; Comunidade aberta a todos os povos; Partida para a missão, “recebereis o poder do Espírito Santo que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém...” (At 1,8).

3. PASTORAL DO TEMPO PASCAL

“A graça do Espírito Santo procura despertar a fé, a conversão do coração e a adesão à vontade do Pai. Estas disposições constituem pressupostos para receber as outras graças oferecidas na própria celebração e para os frutos de vida nova que ela está destinada a produzir posteriormente” (Cat 1098). A seguir algumas particularidades:

Círio Pascal: “Terminado o tempo pascal, convém conservar com toda a honra o Círio Pascal no batistério, para que nele se acendam, na celebração do batismo, as velas dos que são batizados” (MR, pág. 320).

Símbolos do Espírito Santo: Água, Fogo, Óleo, Pão e Vinho, Imposição das mãos, Inclinação, ajoelhar-se, prostrar-se, Unção com óleo, Tocar, Silêncio

Sugestões de ritos: Aspersão com água (Ato Penitencial ou Creio); Acendimento da fogueira no início da Vigília; Bandeira do Divino; Unção com óleo, lembrando a confirmação, com bênção do óleo, compromisso da unidade e unção; Rezar o Creio Niceno-constantinopolitano.

Quando se diz que com Pentecostes encerra-se o Tempo Pascal, vale a pena lembrar que não é apenas final, mas também começo. É o início do peregrinar da Igreja, “missionária por sua natureza, já que procede da missão do Filho e da missão do Espírito Santo segundo o desígnio de Deus Pai”.

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