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Urge celebrar um novo título a São José


Por professor Wagner Moura


Se os frutos produzidos pela terra

ainda não são tão doces e polpudos quanto as peras da tua ilusão

Amarra o teu arado a uma estrela e os tempos darão safras e safras de sonhos

Quilos e quilos de amor


Dentre tantos títulos que a Igreja dedica a São José, um em especial certamente permeia o coração do Papa Francisco - o qual sabemos ser um grande devoto do guardião da Sagrada Família. Que título seria esse? A julgar pela devoção tão associada ao bispo de Roma, São José Dormindo, - cuja curiosa iconografia mostra o pai nutrício de Nosso Senhor deitado a dormir serenamente - o título, penso eu, seria tão simples quanto São José: o Sonhador.


Muito justo! Alegro-me e insisto a quem puder fazer esse pedido chegar ao Papa: o de concretizar tal título ao patrono da Igreja. Que bênção seria cada lar católico saber que o segredo do guardião e protetor de Jesus Menino e Nossa Senhora era sua habilidade de servir e sonhar, o justo sonhar. Daqueles sonhos que não nos afastam do arado que fala a canção, mas que nos permite por ele alcançar as estrelas! Haja pressa, devotos ouçam-me: impossível dissociar a imagem do santo daquele sono profundo que atraiu o anjo do Senhor para então anunciar a São José o clássico “não tenhas medo...” ( Mt 1, 18-24).


Foi assim que a missão do castíssimo esposo se concretizou no peito seu. Ele dormia, mas seu coração velava! Ele trabalhava, mas não deixava de sonhar mesmo preocupado que estava com a gravidez de Nossa Senhora ao ponto de, por se achar indigno de fazer parte do mistério da Salvação, pensar em segredo se afastar da Mãe de Deus. Tentação logo afastada de seu coração pelo anjo, em sonho!


São José permitiu-se sonhar como sonham os trabalhadores por justiça e paz, como o fazem os homens guardiões de sua família, como sonham aqueles que não se detêm nos defeitos dos que são Igreja. Celebremos o Sonhador! E com ele sirvamos a Virgem e o Menino, sem perder a capacidade de sonhar ao ponto de incomodar os anjos do Senhor. Que eles também nos anunciem o nada-temer, e permitam ao nosso coração alcançar uma renovada adesão consciente à fé no Cristo e em sua Igreja.


Wagner Moura é professor na Rede de Escolas Vicentinas - Patronato São José de Ribamar.


(São José e Jesus Menino, monumento em São José de Ribamar | Foto: Wagner Moura)

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