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Secretário Geral analisa o primeiro ano das novas diretrizes da Igreja no Brasil


“Temos mais que uma impressão, uma certeza de que as diretrizes estão presentes em todo o Brasil e foram muito aceitas”. A afirmação é do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Joel Portella Amado, ao fazer um balanço do primeiro ano da implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2020), aprovadas na 57ª Assembleia Geral do episcopado brasileiro, realizada em maio em Aparecida (SP).


O bispo auxiliar do Rio de Janeiro foi membro da equipe que redigiu o texto das diretrizes aprovadas pelo episcopado brasileiro. Na 57ª AG, foi eleito secretário-geral e, em conjunto com a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), recebeu a missão de ser um dos responsáveis pela divulgação e implementação das novas diretrizes da ação da igreja. Dom Joel fez, especialmente para o portal da CNBB, um balanço de como está sendo a recepção dos princípios que apontam para uma caminhada organizada em comunidades eclesiais missionárias que se assentam em quatro pilares: Palavra, Pão, Caridade e Missão.


“Todos nós, desde o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira, temos visitado muitas dioceses para acompanhar assembleias, orientar planejamentos pastorais, refletir sobre as diretrizes”, disse dom Joel. Isto, em sua avaliação, é um primeiro grande sinal de que as diretrizes foram aceitas e estão ganhando corpo. “Eu diria que esta é a grande avaliação que podemos fazer. Já saímos da 57ª Assembleia com as diretrizes aceitas”, avaliou.


O segundo grande sinal, aponta dom Joel, foi a repercussão que se traduz em muitos convites para assessorias e viagens pelo Brasil, para apresentar a proposta das diretrizes, responder dúvidas, tanto por e-mail quanto pelo whatsapp. “De modo que as novas diretrizes foram assimiladas e compreendidas com muita rapidez”, disse.


Para o secretário-geral o passo agora, para dar um novo impulso à implementação das diretrizes, é aproveitar o planejamento pastoral das Igrejas particulares, das pastorais, movimentos religiosos, organismos. “As diretrizes estabelecem um princípio. E o plano pastoral responde à famosa pergunta que tanto tem nos marcado: ‘O como?’ Como fazer com que minha Igreja particular, minha diocese, paróquia, possa se estruturar em pequenas comunidades eclesiais missionárias”, afirmou.


Dom Joel chamou a atenção para a necessidade de ter clareza quanto ao objetivo das diretrizes que, segundo ele, não está nos pilares mas busca por configurar as comunidades eclesiais missionárias, o que aponta para uma reconfiguração da experiência de Igreja. “Os pilares servem para ajudar as comunidades eclesiais missionárias. Se você for numa igreja que não é uma Igreja em saída, mas centralizada, por exemplo, num único local, nem todos conseguirão estar no mesmo local. Por isso, a ideia das pequenas comunidades eclesiais missionárias ajudadas pelos pilares”, disse.


Documento 109


A Conferência Nacional dos Bispos Brasil (CNBB) publicou, por meio da Edições CNBB, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para o quadriênio 2019 – 2023. A publicação integra a série Documentos da CNBB sob o nº 109. Trata-se do principal documento que o episcopado brasileiro aprovou durante a sua 57ª Assembleia Geral, realizada em Aparecida (SP), de 1º a 10 de maio.


Para o quadriênio 2019-2023, as diretrizes foram estruturadas a partir da concepção da Igreja como “Comunidade Eclesial Missionária”, apresentada com a imagem da “casa”, “construção de Deus” (1Cor 3,9). Em tudo isso, as Diretrizes – aprovadas pelos bispos do Brasil– convidam todas as comunidades de fé a abraçarem e vivenciarem a missão como escola de santidade.


Na apresentação da publicação, a presidência da CNBB ressalta que as diretrizes são o caminho encontrado para responder aos desafios do Brasil, “um país que, na segunda década deste século XXI, experimenta grandes transformações em todos os sentidos”. A introdução da publicação defende que as diretrizes constituem uma das expressões mais significativas da colegialidade e da missionariedade da Igreja no Brasil.

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