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Palácio Episcopal e Museu de Arte Sacra celebraram tradicional Queimação de palhinhas do Presépio


(Magnólia Veras, conduzindo orações da Queima de Palhinhas | Foto: Ascom Arquidiocese de São Luís do Maranhão)

Na manhã dessa sexta-feira (06/01), no Palácio Episcopal, aconteceu a tradicional Queimação de Palhinhas do presépio, momento organizado pela Cúria Metropolitana e pelo Museu de Arte Sacra, que pelo segundo ano consecutivo, desde que está à frente da Igreja na Arquidiocese de São Luís do Maranhão, tem a participação de dom Gilberto Pastana.


Nesse ano, a Queimação de Palhinhas contou também com a participação de padre Hernanni Pereira, pároco da Paróquia São Maximiliano Kolbe e do diácono permanente Francisco Camêlo.



O rito da cerimônia contou com uma apresentação da história o presépio, seguida do canto da ladainha e a queimação da murta seca, planta utilizada como palhinha do Presépio. Após a cerimônia, os participantes realizaram o tradicional café partilhado, com chocolate e bolos da culinária tradicional maranhense.


Em sua fala aos presentes, antes da benção, dom Gilberto usou como mote de reflexão a história do presépio, e recordou o refrão da música cantada "Adeus, meu menino, adeus, meu Amor! Até para o ano se eu vivo for", onde fez votos de que no próximo ano, todos estejam novamente presentes, com a chama da fé acesa, para renovar o amor ao Menino Jesus.



Para Luca Bianucci, brasileiro naturalizado, e leigo missionário Fidei Donum da Arquidiocese de Lucca (Itália), que trabalha como colaborador da Cúria há pouco tempo, a experiência foi diferente, bonita e nova, uma vez que ele nunca havia, até então, participado de uma Queimação de Palhinhas. "Eu nunca havia participado de um momento assim", expressou admirado com a beleza da cultura local.


(Luca Bianucci, italiano, acompanhando os cantos da Queimação das Palhinhas)

Histórico do Presépio


A palavra presépio refere-se ao local onde o gado é colocado ao ser recolhido, em outras palavras, refere-se ao curral. Também é utilizado em tempos de natal para referenciar o nascimento de Jesus, em Belém. Sua origem data o século XIII quando São Francisco de Assis em noite de natal fez uma pregação acerca do nascimento de Jesus e com autorização do papa decidiu montar um cenário, esse foi feito com a imagem do menino Jesus em um presépio de palha rodeado por um boi e um jumento vivos para tornar aquele momento tão importante também real. Tal encenação, que ocorreu em 1223, repercutiu fortemente em todo o território italiano e em pouco tempo as famílias europeias da nobreza já tinham um presépio montado em seus lares. O presépio, anos mais tarde, deixou de ser um monumento de alto custo e passou a ser fabricado também em plástico. Posteriormente, foram fabricados com peças soltas, facilitando assim a montagem de diferentes fatos ocorridos durante e pouco depois do nascimento de Jesus.


Montar um presépio em casa já é tradição entre as famílias católicas. É um gesto que ajuda a preparar a celebração do nascimento de Jesus, lembrado em cada Natal. O presépio deve ser montado no 1º domingo do Advento e desmontado no dia 6 de janeiro, data em que a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor.


O termo vem do latim praesaepe, que significa estrebaria ou curral. A presença do Menino Jesus no estábulo demonstra a grandeza de Deus representada na fragilidade de uma criança.


O presépio foi criado por São Francisco de Assis em 1223. Ele montou o primeiro presépio em uma gruta, na Itália. Na época, a Igreja não permitia a realização de representações litúrgicas nas paróquias, mas São Francisco pediu a dispensa da proibição, para relembrar ao povo a natividade de Jesus Cristo. O objetivo de São Francisco era facilitar a compreensão do nascimento de Jesus. No Brasil, a cena do presépio foi apresentada pela primeira vez aos índios e colonos portugueses em 1552, por iniciativa do padre José de Anchieta.


O PRESÉPIO TEM SUA IMPORTÂNCIA:


Os animais Representam a natureza a serviço do homem e de Deus. No nascimento de Jesus forneceram calor ao local e simbolizam a simplicidade do local onde Jesus quis nascer.


Pastores Depois de Maria e José, os pastores foram os primeiros a saberem do nascimento do Salvador. Os pastores também simbolizam a humildade, pois naquele tempo a profissão de pastor era uma das menos reconhecidas.


O anjo Representa o céu que celebra o nascimento de Jesus. É o mensageiro de Deus, comunicador da Boa Notícia. O anjo do presépio, normalmente, segura uma faixa com a frase: “Gloria in excelsis Deo”, que significa: Glória a Deus nas alturas.


Estrela Simboliza a luz de Deus que guia ao encontro do Salvador e orientou os Reis Magos onde estava Jesus. É a indicação do caminho que se deve percorrer para encontrar o Menino Jesus.


Reis Magos Belchior, Gaspar e Baltazar eram homens da ciência. Conheciam astronomia, medicina e matemática. Eles representam a ciência que vai até o Salvador e o reconhece como Deus. Segundo São João Paulo II, “a verdadeira ciência nos leva à fé”, pois nos revela a grandeza da criação.


Ouro, incenso e mirra São os presentes que os magos oferecem ao Menino Jesus.

O ouro significa a realeza; era um presente dados aos reis.


O incenso significa a divindade, um presente dado aos sacerdotes. Sua fumaça simboliza as orações que sobem ao céu. Dando este presente a Jesus, os magos reconhecem que o Menino é divino.


E a mirra simboliza o sofrimento e a eternidade. É um presente profético: anuncia que Jesus vai sofrer, mas também que seu reinado será eterno.


São José É o pai adotivo de Jesus, o homem que o assumiu como filho, que lhe deu um nome, um lar, que ensinou a Jesus uma profissão: a de carpinteiro. São José deu ao Menino Jesus a experiência de ser filho de um pai terreno.


Maria É a Mãe do Menino Jesus, a escolhida para ser a mãe do Salvador. É aquela que disse ‘sim’ à vontade de Deus, e por ela a humanidade recebeu Jesus.


Menino Jesus É o Filho de Deus que Se fez homem, para dar sua vida pela humanidade. “Sendo ele de condição divina, não Se prevaleceu de Sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-Se aos homens” (Filipenses 2, 6-7).


Por Gabriela Cabral Referência: DANTAS, Gabriela Cabral da Silva. "Presépio"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/natal/presepio.htm. Acesso em 05 de janeiro de 2021. Saiba qual a origem do presépio e o significado de cada personagem na cena que retrata o nascimento de Jesus.


Baixe aqui as músicas da queimação das Palhinhas


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