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Padre Marcelo Pèpin é homenageado por amigos e familiares em sua terra



No último dia 25 de fevereiro, Marcelo Pèpin, missionário canadense Fidei Donum, que partiu para Casa do Pai em dezembro do ano passado, após 66 anos de ministério presbiteral, e destes, 63 vividos no Brasil, em terras maranhenses, foi homenageado por familiares e amigos.


A homenagem foi antecedida por uma missa presidida por Daniel Jodoin, bispo no Canadá, com a presença das irmãs do padre Pèpin, Suzanne e Youlande. Após a celebração, realizaram momento de homenagem, reconhecendo em padre Marcelo Pèpin um homem de "coração, tenacidade e fé inabalável".


Durante as falas, lembraram o que seria uma linha do tempo de datas importantes para o padre Marcelo Pèpin, e como se deu a relação com a família após a partida do Canadá, a missão dedicada aos pobres, o empenho em ser presente na família, apesar da distância. A dor de ouvirem a decisão do irmão em passar seus últimos dias no Brasil, e citaram os meios de comunicação, e toda a evolução de tecnologia, do telégrafo, ao telefone, passando pela carta, pelos e-mails, e por último pelo whatsapp.


Por fim, agradeceram a cuidadora do padre Marcelo Pèpin, dona Espírito Santo, e todo o trabalho dedicado a ele, até os últimos dias.


Principais datas na vida do padre Marcelo Pèpin:

  • 11 de outubro de 1928, o nascimento

  • 26 e 27 de maio de 1956, a ordenação e a primeira missa

  • 10 de setembro de 1959, partida para o Brasil

  • 26 de maio de 2006, 50 anos de sacerdócio

  • 22 de dezembro de 2022, o último dia


Trecho da homenagem feita ao padre Marcelo


"Em 1959, Marcelo escolheu a sua vida, escolheu ir trabalhar como missionário, viveu intensamente até o último dia, tinha 63 anos como missionário.


Em setembro de 1959, chegada em Alcântara, Guimarães, São Luís… é preciso ler a longa carta encontrada, Marcelo explica em detalhes sua longa viagem ao Brasil… 9 páginas datilografadas, espaçamento simples...


Em 2009, após 50 anos de missão, Marcelo foi nomeado pelo Papa “Prelado honroso de sua Santidade”, e teve o nome de Monsenhor Pèpin… mas, cuidadoso, ele humildemente nos dizia que seu nome ainda era Marcelo.


Hoje celebramos essa vida plena.


Sempre entendemos que Marcelo estava feliz em compartilhar, em ajudar os outros, os mais pobres. Sabíamos que Marcelo estava feliz em casa, no Brasil. Marcelo pensou primeiro nos outros.


No início, escrevia regularmente para seus pais… às vezes, as cartas não chegavam ou demoravam. Esperávamos notícia. Ele vinha a Quebec a cada 3 ano. Depois a cada 2 anos. Depois todos os anos.


Durante suas visitas a Quebec, Marcel ficou feliz em visitar seu mundo... irmão, irmã, sobrinhos, sobrinhas, amigos, colegas... ele sempre fazia um pequeno lembrete para Warwick... para abençoar um casamento, um nascimento e para agradecer aos seus benfeitores... sempre generoso com o seu tempo.


Nos momentos mais difíceis, quando seus pais faleceram, Marcelo sempre se levantou como exemplo.


Podíamos discutir tudo com o Marcelo, até política. Era um filósofo, sempre positivo. Um exemplo que nos marcou a todo.


Daqui não vimos muito do trabalho de Marcel.....mas, durante nossas visitas ao Brasil ,pudemos ver que Marcel estava usando sapatos grandes no Brasil.


O Brasil o devolveu. No Brasil, todos os motivos são bons para fazer festa, cantar, comemorar, comer. Marcel adorava participar dessas festas, às vezes surpresas.


Toda a família teve a oportunidade de visitá-lo em sua casa em São Luís, em vários momentos de sua vida. Foi inesquecível. Participamos dessas festas, onde os calorosos brasileiros nos receberam com entusiasmo e nos contaram o quanto Marcel era ser importante e especial para eles.


Durante seu aniversário de 50 anos de missão, um dia ele me disse que de 1º de abril de 2009 até 7 de setembro de 2009, foi uma festa quase todos os dias. Tanto no Brasil, quanto em Quebec, durante sua visita...


Muitas vezes tive o prazer de levar o Marcelo ao aeroporto para seu retorno ao Brasil, ele estava sempre ansioso para voltar para casa.


Quando Marcel informou sua família de suas intenções de terminar seus dias no Brasil, naquele momento, foi difícil ouvir, mas, compreendemos e aceitamos bem esta decisão, porque sabíamos que ele estava feliz em casa. No Brasil, que viveu no ritmo do Brasil, que amou seu trabalho e que amou seu mundo.


Marcelo foi se adaptando aos poucos aos meios de comunicação. Nós recebemos cartas, depois recebemos telefonema, depois vieram os e-mails. Perguntava por todo. No último ano recebemos mensagens de voz (snapchat).


Alguns dias antes de nos deixar para sempre, recebemos sua última mensagem de voz. Com muito esforço ele nos disse que o fim estava próximo, e recebemos sua bênção. Ele ainda pensava nos outros apesar das poucas forças que lhe restavam.


Fazemos aqui uma menção especial para Espírito Santo (cuidadora de padre Marcelo Pèpin), presente na missão Nicolétaine e que a acompanhou até o fim.


Marcelo, você foi um ser importante e especial para nós".


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