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O Dízimo, a Quaresma e a Quarentena do Coronavírus


Foto: Paroquias.com

“Moisés fez uma serpente de bronze e a colocou no alto de um poste. Quando alguém era mordido por uma serpente, olhava para a serpente de bronze e ficava curado.” (Nm 21,9).


O início desta pandemia no Brasil guarda alguma coincidência com o tempo quaresmal e em momentos de sofrimento como o que vivemos nós e os povos do mundo inteiro - não precisamos mais olhar para uma serpente de bronze em busca da cura e libertação, temos agora o próprio Cristo crucificado no qual devemos depositar o nosso olhar de confiante esperança.


As dificuldades atingem a todos, uns com maior outros com menor intensidade. Uma destas dificuldades é a solidão daqueles que estão em isolamento social e parental – especialmente os mais vulneráveis. Nem mesmo os nossos templos são territórios de refúgio e consolo tendo em vista a obrigação de permanecerem fechados na maioria dos lugares.


Graças às tecnologias modernas que nos oferecem a possibilidade de rezarmos o rosário e assistirmos missas e outras celebrações litúrgicas através do rádio, televisão e internet – podemos suprir ao menos em parte a nossa saudade dos sacramentos e da comunhão fraterna que experimentávamos presencialmente em comunidades. Mas, ainda que fechados, os templos de nossas comunidades continuam tendo a maioria daquelas mesmas necessidades econômicas que eram supridas pelos dízimos e ofertas dos fieis.


Uma solução provisória para que a nossa comunidade continue a saldar seus compromissos trabalhistas, as contas de água, luz, telefone e outras despesas na manutenção do templo seria a possibilidade dos dizimistas e ofertantes depositarem suas contribuições em conta bancária da paróquia/comunidade.


Algumas comunidades talvez encontrem mais mecanismos para possibilitar aos fieis dizimistas a entrega de seus dízimos – e que bom se conseguirmos conhecer outras experiências bem sucedidas neste sentido. O que não podemos esquecer é que as comunidades continuam necessitando de nossa cooperação financeira habitual. Desta forma, todos os que se encontrarem em condições de prestar esta colaboração são chamados a generosamente fazê-lo para que a nossa Igreja prossiga em seu caminho evangelizador de forma tão próxima à normalidade quanto possível para continuar a ser um farol de luz em meio a tantas dificuldades que todos estamos enfrentando.


Continue sendo um fiel dizimista, continue a colaborar com a sua comunidade mesmo nestes tempos de provação e sofrimento!

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