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"Não estamos vivendo um feriado!", dom Pastana convoca fiéis para vivência do Tríduo Pascal


Na noite desta quinta-feira (6), em todas as paróquias da Arquidiocese de São Luís do Maranhão foi celebrada a Missa da Ceia do Senhor, onde se celebra a instituição da Eucaristia, celebração que marca a instituição do sacerdócio, conhecida popularmente como Missa do Lava-Pés. Na Catedral Nossa Senhora da Vitória, Centro de São Luís, a celebração foi presidida por dom Gilberto Pastana, concelebrada pelo padre Roney Carvalho, cura da Catedral, e contou com o auxílio dos diáconos permanente Silvio Tavares e Celso Bastos.


Com transmissão pelo canal do YouTube da Catedral, a Igreja histórica da Sé, que possui lotação superior a 400 lugares, estava lotada com os fiéis que participaram no modo presencial da Missa. Após a celebração, as hóstias foram recolhidas em um altar feito para esta noite na sala das confissões na Catedral, onde permaneceriam para adoração dos fiéis até às 22h.



Em sua homilia, dom Gilberto Pastana lembrou que a Semana Santa não é um feriado prolongado para os cristãos, e convocou os fiéis a viverem como os que experimentaram o Cristo Ressuscitado. Lembrou ainda os atentados recentes em Santa Catarina e em São Paulo, ambos com vítimas fatais e dentro de escolas, e pediu aos presentes que rezassem pelas famílias abaladas.


"Nesta celebração se comprometem a viver com intensidade este Tríduo Pascal. Nós não estamos vivenciando um feriado! Nós estamos vivendo e queremos aprender com esta vivência, neste dias que podem e devem nos ajudar na santificação E o Tríduo Pascal começa com esta celebração que nos recorda dois acontecimentos. O primeiro deles é a instituição da Eucaristia, este memorial deixado pelo Senhor Jesus...que alimenta o nosso itinerário santifical", reforçou dom Gilberto.

O epíscopo lembrou ainda a instituição do sacerdócio. "Dentro desta celebração, este gesto (o Lava-Pés), que não é uma encenação, não é um teatrinho, mas trata-se de um exemplo de vida exemplificada pelo nosso próprio Mestre", lembrou dom Pastana, reforçando que este gesto deve guiar a vida dos fiéis, colocando-os a serviço um dos outros.


Após lavar os pés das doze pessoas que representava os discípulos, dom Gilberto quebrou o protocolo da celebração e lavou os pés de uma criança presente na assembleia.


(Foto: Antônio Mota | Pascom Catedral)

Com 59 paróquias, incluindo duas Quase Paróquias, a Arquidiocese de São Luís do Maranhão, uniu-se a Igreja Católica do mundo inteiro que na Quinta-Feira Santa dando início ao Tríduo Pascal. Celebração que dura três dias e termina no Sábado Santo, com a Vigília da Páscoa. Este foi o primeiro ano desde que foi decretada a pandemia, em 2020, que a Catedral abriu a celebração, sem restrições, para participação da comunidade local.


A assessoria de comunicação da Arquidiocese (Ascom) divulgou nas redes sociais a programação com as paróquias que informaram os horários das celebrações durante o Tríduo Pascal. Mas os fiéis, turista ou pessoas interessadas em participarem das celebrações que não encontrarem na lista os lugares que procuram, podem buscar diretamente nas redes sociais oficiais da Paróquia.




Breve explicação sobre o Tríduo Pascal


A celebração do Tríduo marca os três últimos dias de vida de Jesus Cristo que antecederam o Domingo da Ressurreição, com um detalhe importante: é uma celebração que dura três dias. Tem início na Quinta-Feira Santa, segue na Sexta-Feira da Paixão do Senhor e termina no Sábado Santo, na Vigília Pascal. Considerada a Mãe de todas as Vigílias.


Na Quinta-Feira Santa, acontece a Missa da Instituição da Eucaristia. As leituras da missa neste dia lembram a Última Ceia de Jesus com os discípulo, e a instituição do sacerdócio. Nela, acontece o momento em que Jesus lava os pés dos discípulos, o que é reproduzido durante a Missa pelo presidente da celebração, que geralmente lava os pés de 12 pessoas, representando os Apóstolos. Daí nasce o nome mais popular desta Missa, Missa do Lava-Pés.


Neste dia, a Missa não tem benção final, pois a Missa não termina. Assim como aconteceu após a última ceia, Jesus é traído por Judas, e entregue aos soldados para ser preso, e passa a noite sendo flagelado. Por isso, após a Missa da Quinta-Feira Santa, todas as Hóstias são recolhidas para serem adoradas pelos fiéis.


Infelizmente, por questões de segurança, nos últimos tempos esta tradição tem sofrido alterações nas Igrejas, sobretudo nos templos localizados em lugares pouco seguros. O que tem feito as paróquias realizarem a Adoração apenas algumas horas, no mesmo dia, não sendo mais feito vigílias.


No dia seguinte, na Sexta-Feira da Paixão, é o único dia no ano que não há Missa em nenhum lugar do mundo. Neste dia, é feita a Celebração da Paixão do Senhor, e dentro dela, acontece o rito da Adoração da Santa Cruz, que acontece às 15h, hora em que Jesus morreu na Cruz. Os fiéis despedem-se, Jesus é deixado no sepulcro até a Vigília Pascal.


A Missa do Sábado Santo, conhecida como Sábado de Aleluia, pois, neste dia, nas celebrações litúrgicas, volta-se a se cantar o Aleluia, acontece a Vigília Pascal, a Mãe de todas as Vigílias. Trata-se de uma celebração extensa, com nove leituras, incluindo o Evangelho, rica em detalhes na liturgia.


Dom Gilberto deve seguir presidindo as celebrações do Tríduo e do Domingo de Páscoa na Catedral


Celebração completa da Missa do Lava-Pés



Veja mais fotos da celebração em nossas redes sociais



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