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Especial Tríduo Pascal: De Quinta para Sexta-feira Santa, primeiro dia

O Tríduo Pascal é o centro da vida litúrgica e espiritual da Igreja


Na Ceia derradeira Ele disse: “Fazei isto em memória de Mim”

Por: Padre Gutemberg Feitosa *| Jornalista

Quinta-Feira Santa | Santuário Arquidiocesano São José de Ribamar

De acordo com a Instrução Geral do Missal Romano (p. 102), “Através do ciclo anual a Igreja comemora todo o mistério de Cristo, da encarnação ao dia de Pentecostes e à espera da vinda do Senhor”. De todo o rico e belo elenco de celebrações e dias solenes, destacam-se aqueles que significam de forma mais intensa, os dias decisivos da vida do Senhor. No coração da liturgia da Igreja, está o Tríduo Pascal, que por sua vez, está inserido dentro daquela semana que é chamada de Santa.


Após os cinco domingos da Quaresma, iniciamos a Semana Santa com a entrada de Jesus em Jerusalém – o Domingo de Ramos. Nesta data, com ramos, procissões e meditando a narrativa da paixão, os fiéis contemplam o Senhor que entra em Jerusalém, cidade que mata profetas. Nos dias que seguem, de segunda a quarta, a Igreja medita os dias e horas finais de Jesus, antes de sua prisão.



Na hora mais oportuna da tarde de Quinta feira Santa, a comunidade se reúne para celebrar a missa da Ceia do Senhor e Lava Pés. É com esta celebração que se abre o solene Tríduo Pascal.



Na quinta de manhã, tradicionalmente muitas dioceses celebram a missa dos Santos Óleos, ocasião em que o bispo abençoa os óleos do batismo e dos enfermos e consagra o óleo do crisma, que serão usados nos diversos sacramentos da Igreja. Também nessa mesma missa, os presbíteros (padres), diante o bispo, renovam suas promessas sacerdotais. Essa celebração também é conhecida como missa da unidade, pois, além do exposto acima, o bispo, pastor por excelência da diocese, está reunido com presbíteros, diáconos e todo o povo de Deus. Em algumas dioceses, esta missa é celebrada alguns dias antes, para possibilitar melhor participação do clero e dos fiéis.


Três dias, uma única e grande celebração


Na hora mais oportuna da tarde de Quinta feira Santa, a comunidade se reúne para celebrar a missa da Ceia do Senhor e Lava Pés. É com esta celebração que se abre o solene Tríduo Pascal. Nesta celebração, destacam-se a instituição da Eucaristia (Isto é o meu corpo! Isto é o meu sangue!), a instituição do ministério presbiteral (Fazei isto em memória de mim!) e a instituição do mandamento do serviço aos irmãos (lavai os pés uns dos outros!). De modo especial, o rito do lava-pés, em que o ministro ordenado lava os pés de membros da comunidade (podem ser homens ou mulheres), representa ritualmente Cristo servidor de todos que nos ensina amar o próximo com gestos de serviço e de caridade fraterna. Após a santa comunhão, a reserva eucarística é transladada a uma capela ou sala ornamentada para veneração dos fiéis.


Uma vez que essa celebração não tem bênção, porque ela não termina, mas continua até o fim do Tríduo, recomenda-se que os fiéis passem algum tempo em oração diante do Santíssimo Sacramento, contemplando de Jesus em agonia no horto das Oliveiras, antes de ser preso injustamente. Ao final todos se retiram em silêncio, para demonstrar proximidade de sentimento com a agonia de Jesus.



*Vice-reitor do Santuário Arquidiocesano São José de Ribamar, diretor do Jornal do Maranhão e de jornalismo da Rádio Educadora AM 560

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