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Especial de Páscoa: sexto domingo pascal

Diácono Transitório Leonardo nascimento Silva

Paróquia Nossa Senhora do Rosário e São Benedito Rosário-MA


Paróquia Divino Espírito Santo | Pascom Liberdade


“Domingo da promessa do Paráclito”


Queridos irmãos e irmãs, a liturgia nos coloca neste domingo, o sexto da Páscoa, que podemos titular como “Domingo da promessa do Paráclito”, em clima de Pentecostes.


Compreender a Liturgia.


Atos dos Apóstolos. A primeira leitura dos Atos nos apresenta a difusão do Evangelho para além das fronteiras de Jerusalém. A missão dos apóstolos estende-se ao universo (At 1,8; cf. Is 45,14). Após a morte de Estevão, levantou-se uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém, mas a surpresa é que “todos foram dispersos, exceto os apóstolos” (At 8,1). Entretanto, os que haviam sido dispersos iam de lugar em lugar, anunciando a palavra da Boa Nova.


Foi assim que Felipe, tendo descido à uma cidade da Samaria (um território ao norte da Judeia, habitado por pessoas que a maioria dos judeus consideravam, judeus renegados), a eles proclamava o Cristo (At 8, 4-5).


Em Samaria, Felipe proclamava o Cristo, curava os paralíticos e coxos, e a multidão atendia unanimemente ao que ele dizia. O primeiro missionário em Samaria não é um dos doze, mas um dos sete escolhidos (At 6,5) e chamado também, de Evangelista (At 21,8) para ministrar aos necessitados da comunidade de Jerusalém.  A presença de Pedro e João legitima a missão em Samaria mediante a imposição das mãos e a recepção do Espírito Santo pelos que haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus.


Evangelho. O evangelho de João 14,15-21 faz parte do “discurso de despedida de Jesus”, antes de ser glorificado pelo Pai. Os vv.15-24, Jesus anuncia a sua nova vinda e a ligação com ele no amor. O assunto do discurso não é mais a iminente partida de Jesus, mas sua vinda renovada.  Jesus exorta os discípulos a amá-lo e guardar os mandamentos. Para João, guardar os mandamentos é fruto e marca do amor a Jesus. O evangelista se volta aqui fortemente para a linguagem e o mundo representativo da teologia veterotestamentária da Aliança. Para isso aponta o tema do “amor” como ligação permanente entre Jesus e os seus.


Amar e guardar.


O campo lexical “amar” a Deus e “guardar seus mandamentos” remonta à mais antiga tradição de Israel. A primeira atestação encontra-se no Decálogo, em relação ao primeiro mandamento. Deus promete sua fidelidade e sua benção àqueles que o amarem e guardarem seus mandamentos (Ex 20,6; Dt 5,10; 7,9; 10,12s; 11, 1.13.22; 19,9 e 30, 6.16.20).


Os versículos 16 e 17 estão conectados imediatamente ao v.15 e contêm uma promessa para os discípulos, se amarem Jesus e guardarem seus mandamentos. Ele pedirá por eles, da parte do Pai, o Espírito- Paráclito. Esta última promessa tem sua base bíblica em Ez 36,26s., texto influenciado pela tradição da “Nova Aliança” de Jr 31,31ss. Segundo o texto de Ezequiel, Deus no futuro “dará” seu Espírito a seu povo e o capacitará a viver segundo seus mandamentos pela força desse Espírito que lhes será concedido.


O Paráclito.


A designação do Espírito como “Paráclito” só se encontra, no Novo Testamento, em João (cf. Jo 14, 16.26; 15,26; 16,7; 1Jo 2,1). Em Jo 14,16 pressupõe-se Jesus como “paráclito” dos seus, o que parece ser retomado em 1Jo 2,1. Agora vem no lugar de Jesus um “outro paráclito”, a saber, o Espírito, que no lugar de Jesus auxiliará os discípulos.


O evangelista afirma que o Espírito é enviado tanto pelo Pai quanto por Jesus. O Pai e o Filho, todavia, não agem sozinhos, mas sempre em recíproca relação. Existe uma íntima união entre o Pai e o Filho ao transmitir o dom do Espírito à humanidade. O evangelista afirma, o mistério da comunhão que reina entre eles, atribuindo ao Espírito um estatuto divino e uma dignidade igual à do Pai e do Filho.


O Espírito Santo é identificado pelo evangelista por três expressões: Espírito Santo (Jo 14,26); Espírito da verdade (Jo 14,17; 15,26; 16,13; 1Jo 5,6 “o Espirito é a verdade”); Paráclito (Jo 14, 16.26; 15,26;16,7). Convém observar que o termo “Paráclito” é um adjetivo verbal do verbo (parakaleín) com sentido passivo: significa “chamado para junto de”, em socorro de alguém. Trata-se de uma expressão forense para indicar uma pessoa à qual se pede ajuda em um processo (cf. Jó 16,2).


No Evangelho de João, é o advogado celeste, o defensor de Jesus na situação de conflito entre a Igreja e a Sinagoga, não aquele que sustenta os discípulos em defesa deles diante dos tribunais, segundo a perspectiva sinótica (Mt 10,20; Lc 12,11). No v. 21 é retomado o v.15, conectado, porém, a uma nova promessa.


A promessa


A promessa de que os que guardarem os mandamentos de Jesus serão “amados” de Deus e de Jesus se encontra preparada no Deuteronômio, onde se diz que Deus amará aqueles que forem fieis à sua Aliança (Dt 7,13;cf. 23,6). Esta promessa combina bem com a formulação de sua condição, já expressa em Jo 14,15 e agora repetida.


Que tal?


1. Antes da transmissão da missa, para preparar os corações, convidar a família à oração;


2. Entre as orações, ao rezar o “Vinde Espírito Santo”, pedir sobre os lares a presença do Espírito Santo;


3. Após a transmissão da missa, dialogar com a família sinais do amor de Deus,  como guardar e ensiná-lo no lar;


4. Por fim, em família, pedir que o amor de Deus reine na nação e Seu Espírito venha ao socorro do mundo que sofre.

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