Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges - 25 anos de ordenação episcopal

Atualizado: Out 7


Dom Xavier Gilles, 25 anos de episcopado | Fotos: reprodução

Por Kécio Rabelo | Advogado

Comissão Arquidiocesana de Corpus Christi

“Nada possuir, nada carregar, nada pedir, nada calar”. Dom Xavier, esta máxima de vida, falada, escrita e vivida por dom Pedro Casaldaglia, pode ser, sem dúvida alguma uma descrição de sua vida. Vida generosamente dedicada, - nestes mais de 50 anos - a Igreja do Brasil, presente neste pedaço de chão, cujo anúncio do Evangelho fora marcado há mais de 400 anos pela presença de Claude d'Abbeville e Yves d'Évreux, seus compatriotas.


É tempo de fazer memória!


Dom Xavier, carrega em seus passos, agora mais lentos, um pedaço significativo da história de inserção e compromisso da Igreja no Maranhão em favor dos empobrecidos, dos lavradores, ribeirinhos, quilombolas, do ameaçados e perseguidos. Ensinou, aprendeu, conviveu e encarnou-se, fazendo-se irmão e companheiro. Em favor de seus ideais, não segregou, não escolheu, não se recolheu. A diversidade de seus amigos, de suas relações, sempre foram marcas por sua profunda liberdade humana, inspirando fraternidade e criando laços de amizade sincera, sem distinção. Ama profundamente a Igreja. Ama profundamente seu povo.


Homem da esperança, não conhece o pessimismo. Olha a diante com a mesma expectativa que o fizera perder de vista o horizonte naquela viagem de pouco mais de 10 dias de navio, que o trouxera à sua terra de missão. Nem mesmo o tempo, com suas limitações, foram capazes de roubar-lhe essa esperança; ainda, que como aquela, versejada por João Bosco e Aldir Blanc e interpretada por Elis: “ a esperança que dança na corda bamba, a esperança equilibrista” – a esperança de quem conheceu de perto, sentiu na própria pele o braço forte da tirania,nos anos sombrios do império do medo e da perseguição, que se Deus quiser, jamais voltarão!


É tempo de celebrar! Quer nas lutas pela terra, nas empreitadas pelas comunidades distantes, nas estradas de São Benedito e Urbano Santos, ou nos campos alagados de Viana, numa visita afetiva à sua França natal, sob os encantos do rio Loire, ou ao redor da mesa em companhia de um bom vinho e de um bom papo.


É sua presença, mesmo quando as palavras são raras, que nos inspira, à nossa maneira, neste tempo de travessia e turbulências, a seguir os passos, – retomando suas palavras - "do subversivo de Nazaré".


Louvamos o Deus da Vida por sua presença entre nós! Parabéns!!!


Publicado originalmente em 16.03.2020


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