• Secom

Colaboradores de Deus na missão!


Ano Missionário Arquidiocesano 2020

Vivemos uma mudança de época, e seu nível mais profundo é o cultural. Dissolve-se a concepção integral do ser humano, sua relação com o mundo e com Deus. Há uma  supervalorização da subjetividade individual e o enfraquecimento dos vínculos comunitários. A concepção de  tempo e do espaço dá lugar primordial à imaginação que procura vivenciar o aqui e o agora e às concepções de inconsistência e instabilidade. A  preocupação com o bem comum é deixada de lado para dar lugar à realização imediata dos desejos individuais. Mesmo tendo se passado 12 anos, estes pontos destacados no documento de Aparecida continuam marcas da cultura urbana, permanecem atuais  e  nos desafiam na vivência da missão (cf. DAp 44).


Nossa sociedade não é mais realidade de cristandade onde a lógica é a continuidade. A cultura urbana está marcada pela lógica da mudança constante que afeta também o ser cristão e o ser cristão católico em sua identidade missionária, pois pressiona para que a vivência da fé aconteça somente no âmbito do interior da pessoa que passa a escolher o que mais lhe satisfaz e emitir a sua opinião sobre tudo.


Na cristandade, Jesus era apresentado nas escolas, na família e a pastoral tinha o dever de manter a fé: pastoral de conservação. No mundo urbano, é necessário que Jesus, o verbo que se fez carne, o crucificado ressuscitado, seja apresentado e explicitado continuamente, que haja um acompanhamento às pessoas no caminho da fé e a abertura da comunidade eclesial missionária ao acolhimento.


O processo de evangelização missionária pede assumir plenamente a radicalidade do amor cristão, que se concretiza no seguimento de Cristo na cruz; no padecer por Cristo por causa da justiça; no perdão e no amor aos inimigos (DAp 543). Daí a importância de recomeçar a partir de Jesus Cristo (DAp 12, 41, 549) e de apresentar a possibilidade da experiência em uma comunidade eclesial missionária acolhedora, próxima, solidária e celebrante do mistério pascal de Jesus Cristo a fim de que sejamos, de fato, colaboradores (as) de Deus na missão.


A arquidiocese de São Luís, na assembleia de pastoral de 2016, assumiu realizar em 2020 um ano missionário em toda a arquidiocese. Com participação de cristãos leigos e leigas, religiosos(a), seminaristas, diáconos, padres, do bispo auxiliar e do arcebispo, continuamos a preparação do ano missionário, no decorrer de 2019. Damos graças a Deus por todas as pessoas que estão participando dessa preparação iluminada pelo mês missionário extraordinário cujo tema é: batizados e enviados – a Igreja de Cristo em missão no mundo; pela realização do sínodo para a Amazônia e pelas novas diretrizes para a ação evangelizadora da Igreja no Brasil.


A 30ª assembleia arquidiocesana de pastoral, deste mês de novembro, refletirá e indicará importantes atividades que muito contribuirão para a realização do ano missionário em toda a arquidiocese na comunhão das paróquias com as comunidades, pastorais, equipes e dos movimentos, serviços e novas comunidades.


Você e sua família, a paróquia da qual você participa, as comunidades, pastorais, movimentos e serviços, os padres, religiosos(as), diáconos permanentes, todos somos convidados para a abertura do ano missionário no dia 14 de dezembro próximo, às 17hs., em São Luís, quando celebraremos também os 50 anos de ordenação presbiteral de dom José Belisário, nosso arcebispo metropolitano.
0 visualização