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Paróquia São João Batista: tradição, devoção e amor ao próximo


Ao passar pelo centro de São Luís e contemplar a bela igreja dedicada ao santo junino São João Batista, templo de estilo neoclássico datado no século XVII, talvez não se saiba que para além das festividades dedicadas ao santo reverenciado pelos grupos de bumda meu boi na Ilha dos tambores, funciona ali um importante trabalho de dedicação aos mais pobres da nossa Ilha de sotaques.

Aos fundos da igreja matriz, elevada à paróquia ainda no século XIX, funciona o Centro Comunitário, fundado em 10 de março de 2001, pelos padres Jesuíno Podda e Cláudio Bombieri, missionários combonianos, com a ideia de atender pessoas em situação de vulnerabilidade social na cidade capital. O projeto cobre toda a área da Arquidiocese e está fundado em três pilares: a medicina, o social e o espiritual.

Entendendo o projeto

Medicina. Para ter acesso aos serviços oferecidos pelo Centro os interessados devem procurar a secretaria da paróquia portando comprovante de renda até um salário mínimo, comprovante de residência, RG e CPF. Não havendo comprovação de renda, deverá ser apresentado algum comprovante de benefício social que ateste a carência do atendido. As marcações funcionam todas as terças-feiras, das 08h às 12h, para atendimento as quintas. As marcações são feitas apenas pessoalmente, com o interessado portando a documentação exigida para triagem.

Para o atendimento das especialidades, o tratamento inicia com a avaliação médico clínico geral. Após encaminhado, em data agendada, há marcação para todas as especialidades disponíveis no Centro. Atualmente, no local, há atendimento médico do clínico geral, do psicólogo e do ginecologista. Outras especialidades contam com parceria de atendimento em clínicas ou laboratórios, no caso de exames. Cada especialidade tem um número fechado de vagas que são oferecidas pelos parceiros para cada mês.

Social. Para o pilar social, o trabalho é feito por uma assistente social com o acompanhamento de famílias e estudo de sua situação de vulnerabilidade, de modo a orientar, encaminhar e quando possível, auxiliar com intervenções com a doação de cestas básicas, roupas, calçados e medicamentos. Aliado a este trabalho, existe ainda o viéis das comemorações, feitas para as mães e crianças atendidas pelo Centro em datas comemorativas, importantes para a coletividade, como Dia das Mães, Páscoa, Dias das Crianças e Natal. O objetivo é trabalhar a auto estima dos atendidos. Para este trabalho o Centro também conta com parcerias, entre elas, com professores do IFMA, que disponibilizam seu tempo para dedicar-se ao trabalho social.

Em média 100 atendidos passam mensalmente pelo Centro, entre crianças e adultos, contemplados pelos dois pilares, o médico e o social.

Espiritual. O terceiro pilar é o espiritual, que passou para uma desfasagem nos últimos anos, mas tem ganhado especial atenção nos últimos meses e agora será reestruturado pelo prisma dos sacramentos, quer para adultos, quer para as crianças.

Colaboradores

O Centro e presidido pelo pároco, padre Heitor Morais, mas não conta com a figura de um coordenador, embora tenha especial contribuição na função a secretária paroquial. Todo o serviço do Centro é voluntário, hoje são quatro os que se doam ao trabalho, e ao lado do pároco, trabalham pela continuidade das atividades. Não há ajuda política, apenas as que chegam pelas mãos dos benfeitores. “Aqui nada se paga, não há escolhidos, todos são iguais, todos são voluntários, tudo é doação”, explica a secretária paroquial.

Doações

Para os que desejam colaborar, as doações são recebidas tanto no Centro, quanto na secretaria. No Centro, as terças, na secretaria, de terça a sexta em horário comercial. Embora sejam recebidas doações em dinheiro, são doações como materiais hospitalares, medicamentos, roupas, calçados, tanto para adultos quanto para crianças, e cestas básicas que são as mais recebidas pelo projeto. Há ainda um clamor para que mais profissionais possam se doar ao projeto, pois a demanda de procura é maior que a oferta de serviço. Houve uma perda significativa de convênios que fazem falta ao Centro. “Precisamos de médicos voluntários que ajudem!”, declara a assistente social. .

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