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Pastoral Carcerária emite parecer sobre pacote anticrime


Com a missão de acompanhar a realidade das prisões de forma frequente e dar assistência aos presos e seus familiares, a Pastoral Carcerária (PCr) atua em todos os estados brasileiros guiada pelo lema “Estive preso e vieste me visitar” (Mt 25, 36).

Com agentes presentes em todos os Estados do país, a PCr acompanha e intervém na realidade do cárcere brasileiro de forma cotidiana.

O Brasil tem atualmente a terceira maior população carcerária do mundo, em contínuo e exorbitante aumento desde o início dos anos 1990, revelando a perversa política de encarceramento em massa que está em curso no país, e que tem como alvo os grupos sociais marginalizados e empobrecidos, destacadamente jovens, negros e moradores/as das periferias e das áreas urbanas socialmente mais precarizadas.

Pensando em apresentar aos ouvintes da Rádio Educadora do Maranhão a importância do trabalho desenvolvido pela pastoral no Maranhão, o programa Roda Viva, comandado pelo jornalista/radialista, Juraci Filho, recebeu na quinta-feira (21) a coordenadora arquidiocesana da Pastoral Carcerária em São Luís, Maria Celeste dos Santos, e o padre Raimundo Rocha, agente da PCr.

Durante a entrevista, ambos também falaram sobre o pacote apresentado no Congresso Nacional pelo ministro da Justiça Sérgio Moro, que propõe a alteração de 14 pontos do Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execução Penal, Lei de Crimes Hediondos e Código Eleitoral. "É um pacote novo, é uma ação nova, então não temos todos os detalhes. O que podemos ressaltar é que está em linha com a ação da Pastoral Carcerária nacional que vê com preocupação este pacote". Afirmou padre Raimundo Rocha.

A Pastoral aliado com outras organizações sociais enxerga que para combater a violência efetivamente, é preciso combater o carcere e a política social do momento em que estamos vivendo geraria mais violência, mais criminalidade e que por esses motivos não estaria favorecendo o desencarceramento. Os pontos existentes mais polêmicos segundo o agente da Pastoral seria a impressão que a polícia teria uma especie de "sinal verde'' para matar. "Precisamos discutir, reavaliar e rever como isso será implantado, pois é uma grande preocupação". Mas no geral, a visão da Pastoral é de preocupação sobre essas medidas que afetariam diretamente a população carcerária no sentido de aumentar a já superlotação prisional.

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