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Servidores a exemplo de Cristo


Anualmente, na semana da lua cheia do mês de setembro, a Arquidiocese de São Luís do Maranhão dirige seu olhar para a ponta da Ilha de Upaon-açu – é a festa de São José de Ribamar na cidade do mesmo nome. Neste ano, esse olhar vai ser mais concentrado. Motivo: a ordenação de quatro dezenas de diáconos permanentes que vai acontecer na véspera do encerramento do festejo.

Pouco a pouco, a partir do Concílio Vaticano II, o diaconato vai renascendo na Igreja. Também aqui em nossa arquidiocese. Para que essa renovação seja autêntica, o mesmo Concílio Ecumênico recomenda que a Igreja volte sempre às fontes, pois é lá que se encontra a água pura, não contaminada.

Na Primeira Carta de São Paulo a Timóteo, no capítulo 3, após falar do episcopado, o apóstolo faz algumas recomendações a respeito dos diáconos.

Começa dizendo que os diáconos devem ser pessoas decentes, homens de palavra, não viciados em vinho nem afeitos a lucros torpes. Observe que a primeira recomendação refere-se a algumas virtudes humanas, pois como bem dizia Santo Tomás, a graça supõe a natureza.

Temos muito a agradecer. Aos postulantes ao diaconato, pela generosidade na resposta à vocação; a suas esposas e filhos, pelo apoio; aos professores e formadores, pela dedicação; aos párocos e paroquianos, pelo acompanhamento e apoio.

Por tudo, Deus seja louvado!

Mas, São Paulo não permanece aí. Ele continua: Saibam guardar o mistério da fé com uma consciência pura. O que será este “mistério da fé”? Penso que, nesta recomendação, o apóstolo esteja se referindo ao corpo da doutrina cristã ou àquilo que constitui o núcleo da mensagem evangélica. Aqui, podemos observar que, conforme os Atos dos Apóstolos, os diáconos, embora tenham sido escolhidos para exercerem a simples função de “servir a mesa”, logo se tornaram grandes anunciadores da Palavra. É o que revelam as narrativas sobre a atuação de Estêvão, o protomártir da fé, e de Filipe, que anunciou a ressurreição de Cristo a um estrangeiro.

O texto aborda também a delicada questão da seleção e da formação dos diáconos: Será preciso, primeiro, examiná-los; depois, caso não haja nada a censurar-lhes, é que assumirão as funções de diácono. Na Arquidiocese de São Luís, em parceria com o Instituto de Estudos Superiores do Maranhão-IESMA, podemos contar com a Escola Diaconal São Francisco de Assis. Foi nela que os candidatos ao diaconato, que serão ordenados no próximo futuro dia 29, após terem sido indicados pelas suas respectivas paróquias, seguiram um curso de quatro anos, em cujo programa constam estudos de Exegese Bíblica, Teologia Dogmática, Direito Canônico, Liturgia e questões de ordem pastoral. Na medida do possível, tiveram também um acompanhamento pessoal.

São Paulo não se esquece da família do diácono: Suas esposas também sejam honestas, não maldizentes, sóbrias, fieis em tudo. Os diáconos sejam casados uma só vez, eduquem bem seus filhos e saibam dirigir sua própria casa. Veja que o apóstolo não se perde em altas considerações. Antes, firma-se no bom senso. Todos podemos compreender a importância da família no exercício do ministério diaconal.

O apóstolo conclui suas recomendações com a seguinte promessa: Os que tiverem exercido bem a sua função alcançarão para si uma posição honrosa e se sentirão muito seguros na fé em Cristo Jesus.

Temos muito a agradecer. Aos postulantes ao diaconato, pela generosidade na resposta à vocação; a suas esposas e filhos, pelo apoio; aos professores e formadores, pela dedicação; aos párocos e paroquianos, pelo acompanhamento e apoio.

Por tudo, Deus seja louvado!

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