Repam declara nota a favor do povo Gamela

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A Rede Eclesial Pan-Amazônica -Repam também se posicionou a respeito da barbárie ocorrida com o povo Gamelas  no município de Matinha, Maranhão, no último dia 30 de abril. A rede declarou total apoio aos índios e se colocou a disposição da luta pelo direito dos indígenas. Como dito em sua nota,  a REPAM “espera que sejam tomadas medidas cabíveis no sentido de elucidar os responsáveis pela violência contra o povo Gamela”. Ademais, Confira a nota publicada pela rede:

Ao povo Gamela,

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) expressa total apoio ao povo Gamela diante do acontecimento gravíssimo envolvendo-o no município de Matinha (MA), no último dia 30 de abril.

Em de fevereiro de 2017, no estado do Maranhão, com o apoio da Repam, foram realizados dois Seminários Laudato Sì (Louvados Sejas), em parceria com a Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e Regional Nordeste 5 da CNBB. Nos Seminários reuniram-se mulheres quebradeiras de coco, indígenas Gamela e Guajajara, quilombolas, lavradores/as, assentados/as, catadores/as de materiais recicláveis, geraizeiros/as, pastorais sociais, sociedade civil organizada, leigos/as, religiosas/os, padres e bispos. Na ocasião ouviu-se relatos de violências sofridas, resistências e insurgências organizadas pelos povos tradicionais: a cobrança dos povos Gamela e Guajajara, secularmente expulsos de seus territórios.

A Repam exige que sejam ouvidos os clamores desses povos que há séculos cultivam as terras, respeitando a biodiversidade e que mostram por suas práticas que há alternativas sustentáveis. Que sejam discutidos projetos de desenvolvimento com as populações afetadas, mostrando as informações e os relatórios de impactos socioambientais, mantidos frequentemente em segredo, apesar da Lei de acesso à Informação. Que o governo escute o povo mais do que discursem sobre seus planos e projetos. E que sejam tomadas medidas cabíveis no sentindo de elucidar os responsáveis pela violência contra o povo Gamela.

Rede Eclesial Pan-Amazônica, 05 de maio de 2017

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