Conheça e entenda os biomas maranhenses

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Por Ribamar Carvalho, geógrafo, me. em Saúde e Ambiente, consultor Ambiental do IMESC

A Constituição Federal, no seu artigo 225, afirma que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida”, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Um ambiente ecologicamente equilibrado que é essencial para à sadia qualidade de vida está intimamente ligado aos Biomas que são o tema da Campanha da Fraternidade 2017. O bioma é o conjunto de interações de ecossistemas característicos de uma zona biogeográfica (clima, solo, vegetação, fauna e outros), que devem estar em perfeita preservação e proteção. O Brasil, no geral, apresenta seis tipos de biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampas e Pantanal. Cada Estado possui também seus biomas característicos, no Maranhão os principais são:

Floresta Amazônica ou Equatorial: Localizada no noroeste do Estado, possui grande pluviosidade e diversificada fauna.  Nesse bioma, está localizada a Reserva Biológica do Gurupi, abrigando milhares de espécies vegetais e grande biodiversidade, também estão localizadas áreas indígenas como Awá, Urubu-Capó e outros. Mesmo sendo uma área ambientalmente protegida, infelizmente ocorrem muitos impactos como queimadas e desmatamentos, colocando em risco o importante bioma.

Manguezal: O Maranhão possui a maior área de manguezal do país, sendo considerado berçário de diversas espécies aquáticas e também aves. Concentrada na parte Noroeste do Estado, onde há uma grande quantidade de rios desembocando no mar, formando estuários e sendo conhecida como Floresta dos Guarás.

Na Ilha do Maranhão, o Manguezal é bastante devastado devido à ocupação imobiliária, que produz além dos impactos de contaminação por esgotos, a diminuição de várias espécies de crustáceos como caranguejos e outros.

Restinga: Vegetação rasteira encontrada predominantemente na parte ocidental, nordeste, do Estado. Por ficar na praia, é resistente ao excesso de sal e a ventos constantes. A vegetação nessa paisagem tem porte arbustivo-arbóreo e pode ser destacada a maior concentração desde bioma no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que devido ao intenso fluxo turístico deve também ser utilizado com cuidado para não provocar sérios impactos.

Campos (Baixada Maranhense): Possui uma área de 20 mil quilômetros quadrados, nos baixos cursos dos rios Mearim e Pindaré, e médios e baixos cursos dos rios Pericumã e Aurá.  É uma área de Proteção Ambiental criada pelo governo do Estado, em 1991, devido à sua importância ecológica e econômica. Possui campos inundados, matas de galeria, uma rica fauna e flora, com destaque para aves aquáticas (migratórias) e animais ameaçados de extinção como o peixe-boi marinho.
Também é conhecida como Pantanal Maranhense.

Cerrado: O Cerrado, representa mais da metade de todos os biomas existentes no Estado (60% do Maranhão). No cerrado maranhense, tem destaque o Parque Nacional da Chapada das Mesas, que possui vegetação semelhante, com relevo diferenciado e quedas de água. É um dos biomas que atualmente sofre grande risco devido ao agronegócio principalmente da soja.

Mata de Transição (Mata dos Cocais): Corresponde a uma área de transição, envolvendo o chamado meio-norte com os estados do Maranhão (babaçu) e Piauí (carnaúba) é possível identificar climas totalmente diferentes, como equatorial superúmido e semiárido. Possui grande importância social e econômica devido à atividade das quebradeiras de coco, que enfrentam violência dos donos de terras.

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